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7/4/2008 15:57:55

Aeroportos do Acre podem ser homologados ainda este ano

Perpétua Almeida pedirá atenção especial sobre o tema ao secretário de Aviação Civil do Ministério da Defesa. Governo do Acre já entra nos preparativos para as obras em cinco cidades.

Esforço de Perpétua, em 2007, resultou no credenciamento do Aeroporto de Feijó.

A homologação operacional de pelo menos cinco aeródromos acreanos pode sair ainda este ano, juntamente com as especificações de segurança exigidas pela Aeronáutica. A deputada Perpétua Almeida, que exerceu papel político decisivo para a homologação do Aeroporto de Feijó, no ano passado, manterá esta semana uma audiência com o secretário de Aviação Civil do Ministério da Defesa, brigadeiro Jorge Godinho. "Há a necessidade de uma atenção especial para evitar burocracias no curso da avaliação, já que o Estado do Acre está preparado para cumprir a sua parte", ressaltou a deputada.

Neste verão, as obras serão iniciadas na cidade de Manuel Urbano. O aeroporto daquele município é o único que depende de homologação dentro do eixo da BR-364. "Geralmente, nestes casos, os entraves burocráticos internos atrapalham um pouco. É importante que o Acre se mantenha na lista de prioridades do Ministério da Defesa", opinou o diretor do Deracre, engenheiro Marcus Alexandre.

Marcus informou que já há recursos alocados junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) para o cumprimento das especificações técnicas e de segurança exigidas – construção de terminais de passageiros, cercamento lateral, área de giro nas duas cabeçeiras da pista, torre de comunicação, pátio de manobra e outras regras que permitem a aproximação segura em pousos e decolagens.

A homologação, que contemplaria ainda os aeroportos de regiões isoladas como Marechal Thaumaturgo, Porto Walter e Jordão, é um reconhecimento importante para tirar estas rotas de uma classificação constrangedora de "clandestinidade operacional".  Sem o reconhecimento oficial pelo Ministério da Defesa, estas pistas não entram nos planos de vôo e, em razão da localização geográfica, muitas aeronaves estariam sujeitas à Lei do Abate – possibilidade de serem confundidas como invasores do território nacional.
Os aeroportos de Rio Branco e Cruzeiro do Sul já estão certificados; O de Assis Brasil, construído pelo Exército, já nasceu homologado; e o de Tarauacá é operado pela prefeitura local.






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